Editorial Arauto 57

Caros Fraternos,

Nos dias 14 e 15 de março, reuniu em conselho plenário a nossa associação, na casa de nossa senhora do Carmo em Fátima. Segundo a maioria dos presentes terá sido o conselho mais concorrido de sempre, onde duas centenas de associados reuniram para aprovar as contas referentes a 2014 e o orçamento e plano atividade para 2015. Mas o foco de todas as atenções foi o debate sobre as alterações aos estatutos e regulamentos, e qual o caminho a seguir…

Em relação a este conselho partilho convosco a intervenção realizada:

“ Caros Irmãos Escutas,

Quando a direção regional do porto se pronunciou oficialmente sobre a sua concordância com a aprovação da proposta de estatutos, agora retirada, foi com consciência da necessidade de resolver condignamente a posição da associação para com todos os “Virgílios”.

Tendo em conta que o modelo proposto estava regulamentado para que não fosse um “escancarar de portas” tão badalado por antigos elementos responsáveis e elementos da F.N.A., entre outros, que inferiram contra a instituição.

Concordamos com um modelo de estatutos curtos e concisos que permitem a regulamentação forte e consequente facilidade de corrigir estratégias.

Chegamos aqui, a um momento particularmente delicado para a história da FNA, com uma questão que tem que ser pensada desde a até ao conselho, com maturidade suficiente.

Agora!

Enquanto escuteiro, aceito que consigamos incluir um modelo metodológico para um verdadeiro escutismo adulto, que possa incluir todos os cidadãos de bem-querer, todos os que professam a religião católica e que sintam que a mensagem de felicidade do contributo na missão de deixar um mundo melhor. Como Baden Powell nos deixou! Sempre sem esperar qualquer recompensa…

O debate está aberto, pelo que desejo em meu nome, e em nome da nossa direção regional, que todos tenham debates constritivos, sendo que do meu e do nosso lado tudo faremos para promover esse mesmo debate.

Termino, afirmando mais uma vez que: não me considero um antigo escuteiro; precisamos de dar dignidade aos escuteiros “Virgílios” que a figura de colaboradores transforma em escuteiros de segunda; precisamos e encontrar o caminho da associação e quais os seus pilares de Acão.

Assim tenhamos a maturidade intelectual e espiritual!”

Como podem verificar temos uma caminhada para fazer, que precisa do contributo de todos, gostávamos de continuar a recolher as opiniões e sugestões dos associados da nossa região, e porque não, dos colaboradores dos núcleos, que numa perspetiva logica serão os primeiros visados neste processo.

É necessário encontrar respostas a questões, como, por exemplo, o que pretendemos que seja o escutismo na idade adulta, que formas e fórmulas devemos aplicar? Será que queremos mesmo ser conhecidos como antigos escuteiros (Ex Escuteiros), ou queremos ser escuteiros, como habitualmente dizemos – Uma vez Escuteiro, Escuteiro para Sempre.

De que modo pretendemos incluir os colaboradores neste nosso sentido de missão?

Todos somos precisos, todos temos a nossa importância e relevância na sociedade, precisamos pois de a saber usar em prol do próximo, não precisamos de radicalismos nem de posições extremadas, até porque o escuteiro sabe ouvir, e é ponderado nas palavras e ações!

Muitos mais exemplos de capacidade de sacrifício em prol do próximo, sempre com a felicidade de quem ama servir, vos poderia transmitir vindos dos colaboradores…

O desafio está lançado,

Contamos com os vossos contributos,

Uma Canhota Amiga

a57